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Caio César

Ajudo a planejar cidades mais humanas e gosto de fomentar a utilização de software livre

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Prólogo Alguns amigos sabem que em alguns aspectos eu sou um pouco saudosista, outros são mais corajosos e logo rasgam o verbo, julgam que algumas das minhas preferências são anacrônicas e excêntricas. Diria que talvez não perdoem nem mesmo o conjunto de periféricos de entrada formado por trackball — sim, pois este que vos escreve não é um dos grandes admiradores do mouse — e teclado mecânico. Diante do cenário, decidi tirar a poeira do meu velho 486 DX-4, uma máquina que tem quase 20 anos de idade, na qual placa-mãe e processador permanecem os mesmos desde 1996.

“Valentões” do Facebook e as ciclovias

Precocidade Hoje soube que defender as ciclovias e ciclofaixas existentes e em implantação na cidade de São Paulo me torna, automaticamente, um símbolo de resistência contra o capital, me torna também, sem qualquer consentimento da minha parte, praticamente um socialista revolucionário. Geralmente processos de ruptura ou de quebra de um ou mais paradigmas, como os que estamos assistindo com a racionalização do sistema viário da capital paulista causam algum grau de insatisfação, mas o que tenho visto é um alarmismo doentio que se mistura com a insatisfação e ceticismo.

Não encontro a São Paulo que alguns tentam me mostrar

Nos últimos meses tive algumas discussões bastante improdutivas sobre a cidade de São Paulo. Reclamações incessantes ligadas à zeladoria e à limpeza urbana, bem como obras de infraestrutura, marcaram boa parte das discussões. Uma área da cidade que foi palco frequente delas, pra variar, foi a do Centro Velho. Por acaso acabei tropeçando com um vídeo da Folha de S.Paulo, de 2012, portanto, antes da atual gestão petista. Costumo teorizar que o PT vive um momento muito ruim no cenário político (assunto que, felizmente, não pretendo abordar), o que acaba contaminando as opiniões a respeito do prefeito Fernando Haddad e, não somente as opiniões, mas a disposição em buscar avaliar sem uma predisposição à reprovação imediata do prefeito.

Árvores artificiais e a Folha de S.Paulo

Hoje, 21 de dezembro, domingo, o jornal lançou a seguinte matéria: “Prefeitura gasta R$ 400 mil em 50 árvores falsas; preço dobrou em 2 anos”. Obviamente, eu recomendo a leitura da matéria, mas o ponto que pegou pra mim foi o seguinte: “Com os R$ 8.000 de aluguel de cada árvore de plástico daria para colocar 16 árvores nativas que proporcionariam benefícios para os paulistanos por anos”, diz o botânico Ricardo Cardim, que monitora a arborização da cidade.

Centro de São Paulo, Pinacoteca e outros pensamentos

Vale do Anhangabaú e a Praça Ramos de Azevedo Outro dia fui ao Centro Velho de São Paulo com uma amiga, para ela, a ideia era bem simples: visitar a Pinacoteca, para mim, que admiro a região, a Pinacoteca era um mero pretexto para bater perna depois. Para quem não sabe, a Pinacoteca recebeu as famosas esculturas de Ron Mueck e, pelo que o titio Google me ajudou a descobrir, ficarão por lá até fevereiro, ou seja, vale a pena dar um pulo, fazendo um passeio cultural por uma região da cidade que é cheia de história.

Espaços públicos em São Paulo: praia de paulista é shopping?

Certa vez uma certa professora da USP afirmava que “praia de paulista é shopping”. Outro dia estava pensando a respeito. Basicamente duas coisas vieram à mente em primeiro lugar: Parque Dom Pedro II (que hoje abriga um complexo viário, estação de metropolitano e terminal de ônibus urbanos); Marginais Tietê e Pinheiros (sobretudo a Tietê), o que me fez lembrar do projeto do DAEE para o Parque Várzeas do Tietê. Parque Dom Pedro II nos dias de hoje Durante algum tempo imaginei uma São Paulo diferente.